Pão de Azeitonas Verdes e Chourição | Ou as coisas simples da vida

Partilha a tua sensação
Escrevo este post sentada no meu pequeno pátio. Assisto a um entardecer de sonho. O sol começa a descer muito lentamente no horizonte, arrastando uma brisa fresca, ou não estivéssemos na meia estação. Os pássaros encontram-se incrivelmente impacientes. Dizem que amanhã chove e eu pergunto-me se será por isso. Numa semana de verdadeira primavera, os marmeleiros desabrocharam,oferecendo uma contemplação sensorial. São lindas as flores de marmeleiro. Atrevo-me a dizer que são mais lindas que as flores de cerejeira. O sol já semi escondido penetra nestas árvores elevando a beleza das mesmas, como que a dar razão a esta minha avaliação.

Não há vizinhos em redor, não há carros a passar na estrada, não há civilização nesta minha meditação. Mas mesmo a mãe natureza consegue brindar-me sempre com distracções. A cãomiúda insiste que este meu momento de deleite tem de ser interrompido vezes sem conta. Também ela anda como os passarinhos. Impaciente, numa azafama entre colo, entre correrias e pedidos de atenção. Por mais que uma vez atreve-se a sentar em cima do teclado do computador. Por mais que uma vez sou obrigada a parar a descrição deste momento tão singelo. Olha-me com os seus olhinhos manipuladores. Há quem diga que são fofos. Chora devagarinho, a reclamar por atenção.
 

Ao meu redor em cima da mesa, acumulam-se disciplinas, acumulam-se trabalhos de um mestrado que parece infinito, acumulam-se significados que desconheço e que se revelam antónimos da minha vontade. Os movimentos feministas ecoam dentro da minha cabeça. Rio-me com a minha escolha. Rio-me ainda mais, como facto de ter pensado que estando na rua, ao ar livre, me seria mais fácil encontrar as palavras que necessito, ou os métodos que me fazem falta para encontrar os resultados. Antes de assentar vontades no exterior, organizei as folhas vezes sem conta, sublinhei com cores atractivas e (re)pesquisei autores. Mas depois, o exterior tem espectáculos a que é difícil resistir, tem espectáculos que me lembram piqueniques, pães de azeitona e um céu azul por cima dos meus sonhos.


A cãomiúda interrompe os meus pensamentos. Volta-se a sentar em cima da minha perfeita imperfeita organização estudantil. Acolho-a novamente no colo e mais uma vez me impossibilita de teclar, de pensar, de escrever, de me iludir. Deixo-me levar pela sua insistência. Paro tudo e, em conjunto, assistimos aos últimos minutos deste deleite campestre. Os pássaros voam estonteados, as abelhas trabalham carregadissimas, as árvores procuram desabrochar em vivacidade, as formigas andam em carreiros longuíssimos, a brisa intensifica a sua frescura. À medida que a luz diminui, os ritmos abrandam  Eu sinto uma calma a invadir-me o espírito, uma serenidade, que ultrapassa o meu peso de consciência por não ter adiantado nada. Não há remorsos possíveis, quando a decisão é aproveitar o que de melhor a mãe a natureza tem para oferecer, quando a decisão passa por aproveitar as coisas simples da vida, as mais importantes.


Pão de Azeitonas e Chourição

Ingredientes:
275g de farinha
2 colheres de sobremesa de fermento
4 ovos
10cl de óleo
20cl de vinho branco
150gr de queijo de mistura português
100gr de chourição tipo espanhol picado
200gr de azeitonas verdes descaroçadas
oregãos q.b
pimenta preta q.b
20g de margarina

Pré-aquecemos o forno a 160ºC. Numa tigela misturamos a farinha e o fermento. Formamos uma cavidade no centro e deitamos os ovos batidos. Mexemos com cuidado para evitar a formação de grumos. Adicionamos o óleo e continuamos a mexer. Vamos introduzindo o queijo cortado em cubinhos, o chourição picado, o vinho branco, as azeitonas verdes. Temperamos com os oregãos e com a pimenta. Misturamos bem.  Untamos uma forma anti-aderente de bolo inglês com capacidade de 1 litro e enchemos com a massa. Levamos a cozer ao forno durante cerca de 45 minutos. Verificamos a cozedura com a ponta de faca. Esta deve sair seca. Deixamos arrefecer antes de desenformarmos.



Ler mais

Passear pelo Raia Portuguesa | Uma sugestão para conhecerem Marialva, Mêda e Longroiva

Uma partilha
A raia portuguesa continua a ser um dos meus destinos de eleição. Pegar no carro e dirigir-me à fronteira e deixar-me embalar pelas planícies onduladas que se escondem por entre montanhas imponentes, que vão rompendo no horizonte. Adoro a bipolaridade da mãe natureza por estas paragens. Tanto me sinto a relaxar na brisa calma que esvoaça na forragem das pastagens, como de repente me sinto a fluir abruptamente no frio rugoso e altivo dos afloramentos graníticos. Pegar no carro e trespassar as curvas de estradas perdidas entre pequenas aldeias e micro aldeias carregadinhas de história e de gentes maravilhosas, sempre prontas, entre um olhar de desconfio e uma sede de caras novas, a dar dois dedos de conversa.




Talvez esta minha paixão pela raia portuguesa seja culpa dos meus pais, que sempre insistiram a embalar-me os sonhos com quilómetros de estradas pouco monótonas. Foram tantos os piqueniques entre fronteiras, entre um Portugal que pisca o olho a Espanha e uma Espanha que tem sempre um pezinho em terras nacionais. Quando era pequena nunca chegámos a cruzar a fronteiras, mas ficávamos no limbo. Sair de Viseu em direcção a Vilar Formoso pelas estradas nacionais era sem dúvida uma aventura. Antes de conhecer Lisboa ou Porto, conheci Marialva e o seu castelo. Subi à janela da igreja junto a este monumento, num momento de atrevimento, interrompido por um grande arrependimento e um salvamento à altura. Antes do Algarve, conheci Longroiva e o seu cemitério dentro do castelo. E, claro, conheci um sentido de estranheza diferente, ou na minha cabeça não fizesse sentido juntar presenças fúnebres com uma casa de princesas. São tantas as histórias que recordo desta raia portuguesa.





No início de Abril, para celebrarmos cá em casa uma data bonita, decidi partilhar com quem me acompanha nesta aventura de vida, as minhas memórias de infância. Saímos de Viseu em direcção à fronteira. No rádio, a banda sonora era esta, e caramba como combinava com a paisagem. A primeira paragem foi junto à aldeia de Devesa, na encosta que sobe até Marialva. Deitámos pés ao caminho e agradecemos as abertas meteorológicas, que afastavam as nuvens cinzentas para diante. Percorremos parte do PR2, sempre a subir. E nem imaginam como foi bom ir parando para descobrir o que a altitude nos permitia alcançar com a vista. Se algum dia fizerem este percurso, não olhem só em frente, para o destino de chegada, permitam-se a aproveitar todo o passeio.

Marialva transporta-me sempre à ideia de aldeia parada no tempo, onde a ruralidade é rainha e senhora e onde o ritmo diário parece adequar-se à pacatez das paisagens. Nos últimos anos, Marialva tem ganho bastante destaque turístico por causa do projecto de alojamento e de turismo Casas do Coro. Um projecto que deu vida novamente a esta pequena aldeia e recuperou algumas das casas que se encontravam devolutas.

Situada a poucos minutos da cidade de Mêda, esta é uma aldeia histórica cuja origem remonta à antiga Cidade de Aravor, fundada pelos Túrdulos no séc VI a.C. Claro que fui buscar esta informação ao site das Aldeias Históricas de Portugal. Uma ferramenta que aconselho a visitarem, antes de se fazerem à estrada. Mas história à parte, Marialva consegue conquistar com a sua construção granítica e imponente, com as ruas labirínticas e estreitas. 

Não se espantem se a dada altura encontrarem cabras a comer a erva que cresce junto às muralhas, ou cães que servem de guias turísticos. Regressados ao carro, rumámos em direcção a Mêda, cidade pequena, que desconhecíamos os dois e que nos surpreendeu pelo centro histórico, pequeno é certo, mas bonito, com casas brasonadas e uma torre do relógio que se eleva acima da urbe e permite uma visão a 360º graus simplesmente maravilhosa.




O nosso destino final era Longroiva, outra das aldeias com história do concelho de Mêda e que estará sempre associada aos piqueniques familiares. A estrada curvilínea que se percorre até Longroiva, dá-nos logo a perceber que para além da fronteira entre Portugal e Espanha, estamos na fronteira entre o Planalto Beirão e o Alto Douro Vinhateiro. Começam a aparecer grandes quintas cujo vinho e azeite são os seus grandes tesouros.

Longroiva é uma pequena povoação, na qual o Castelo é o grande protagonista. Dizem (os sites mais bem informados do que eu) que este é um importante testemunho da arquitectura templária na região. É pena que depois do século XIX o interior do Castelo tenha sido transformado em cemitério. Porém, fico contente por perceber que cada vez mais se faz um trabalho de preservação deste género de monumentos. Atualmente, o Castelo de Longroiva é considerado Monumento Nacional e está protegido. Mas para além de templários, dizem também, que por estas paragens andaram romanos, visigodos e árabes. Eu percebo-os. O ar é puro e limpo, o tempo desenrola-se a um ritmo lento e as termas são perfeitas para quem quer relaxar corpo e mente. O céu nocturno ganha um estrelado difícil de descrever e sentir o silêncio a partir das 21h00, é um verdadeiro luxo. Recuperar as forças em Longroiva é fácil, deixar para traz esta tranquilidade é que pode ser mais difícil.

Se ainda não tiverem planos para o próximo fim-de-semana, atrevam-se a conhecer esta zona entre Portugal e Espanha, entre Planalto Beirão e Alto Douro, entre as planícies e as montanhas, entre a terra trabalhada e o granito mais estéril. Tenham um Bom fim-de-semana.



Ler mais

Folhados de Mousse de Limão

Partilha a tua sensação
Os humores por estas bandas têm andado instáveis. A 'cãomiúda' tem andado eléctrica e mal disposta para com as decisões de São Pedro. Amaldiçoa cada noite em que sente no ar a possibilidade de aguaceiros, pois já sabe que na passeata nocturna terá de levar com a companhia da capa protectora que ela simplesmente odeia.

Se ela anseia por passeios desprendidos de logística, eu anseio por finais de tarde com a relva quente por debaixo dos meus pés, enquanto o espírito descarrega das rotinas diárias e quem sabe das preocupações que os últimos dias têm trazido.



Sei que nos últimos tempos tenho falado muito sobre o tempo, aquele que já olho de lado cada vez que consulto as previsões do IPMA. 'Ah e tal já chega de frio. Ah e tal chega de chuva'. Eu sei...tenho me tornado muito aborrecida com queixas frequentes. Eu sei que tudo faz parte de um ciclo, e que a mãe natureza manda muito mais que todos nós. Mas acho que começo a acusar o cansaço de morar numa casa tipicamente portuguesa.

Segundo um estudo recente, 74 por cento dos portugueses consideram que as suas casas no Inverno são frias. Dessa percentagem, 35 por cento afirma colmatar as necessidades de aquecimento usando mais roupa e mais equipamentos electrónicos. Ou seja, a maior parte acaba com problemas de saúde devido aos problemas de conformo térmico.

Isto é o que diz o estudo e eu comprovo. Ter o termostato da cozinha a marcar 5Cº ou dormir com três mantas e um edredom, não é nada simpático. Já para não falar da conta da electricidade que disparou para níveis históricos que me prometem deixar na bancarrota.


Alguém me explica porque é que a electricidade em Portugal é tão cara? Segundo este mesmo estudo, publicado em 2017, o nosso país tem a electricidade mais cara da Europa. Há aqui algo que não bate certo, certo? Os ordenados em Portugal (comparativamente com o resto da Europa) não são nada de especial, as casas apresentam mais deficiências energéticas que os outros países e mesmo assim temos a electricidade mais cara da Europa. (hmmmm.... pausa para reflexão. Acho que não é preciso dizer mais nada.)

Depois de duas contas da EDP que me deixaram os nervos em franja, tive a real noção desta fragilidade tão portuguesa. E tive a real noção de que, até São Pedro tomar outra decisão, nos próximos tempos vou virar boneco da Michelin, com quilos e quilos de roupa enfiada no lombo. Porque gastar electricidade está fora de questão. Minha querida EDP, a partir de agora, a nossa relação volta ao básico, porque achares que atenuar o desconforto térmico é um luxo, é uma divergência muito grande, quando exijo alguma qualidade de vida.







Quiçá passe a ligar o forno mais vezes, e a matar dois coelhos de uma só cajadada. Aquecer a casa e o estômago. Por exemplo, para repetir esta receita, fresca e deliciosa, que pede bom tempo, sol e contas despreocupadas.

FOLHADOS DE MOUSSE DE LIMÃO

Ingredientes
180g de queijo ricotta
5 colheres de lemon curd
1 massa folhada
1 gema
2 colhers de leite


Pré-aquecemos o forno a 180ºC. Numa taça juntamos o queijo ricotta aos poucos ao lemon curd e batemos até obtermos uma mousse leve. Estendemos a massa sobre uma folha de papel vegetal e quadrados iguais. No centro de cada quadrado deitamos uma colher bem cheia de mousse de limão. Dobramos a massa sobre o recheio formando triângulos. Fechamos bem as extremidades, apertando ligeiramente a massa com um garfo.  Pincelamos os folhados com a gema batida com as colheres de leite. Levamos ao forno entre 25 a 30 minutos. Deixamos arrefecer.


Ler mais

Barritas de Granola

Partilha a tua sensação
No outro dia, um familiar perguntava-me se já não estou farta de granola, que por ele, eu ficaria proibida de voltar a ter como protagonista das minhas stories do instagram pequenos frascos de granola e iogurte. Por ele eu ficaria ainda proibida de voltar a preparar prendas familiares com base em aveia, frutos secos e frutos desidratados. Eu ri-me e pensei. De facto, desde Novembro que ando completamente viciada em granola. Tudo serve de desculpa para ligar o forno e pensar em novas combinações. Mas querem saber, acho que esta paixão veio para ficar e não se trata de uma moda.
 

Descobri que tenho conseguido controlar o meu apetite graças às receitas de granola que tenho confeccionado. Eu, geralmente, tenho apetites do tamanho do mundo, estão me sempre a apetecer doces, bolos, bolachas, bolachinhas, chocolates pecaminosos. Também vos acontece isso? Agora todas as segundas-feiras preparado os meus frasquinhos com granola para levar para o trabalho. Já não tenho desculpas para ir ao café do lado babar por cima da vitrine dos bolos gordos e vestidos de cremes lustrosos.




Como não quero enjoar a granola e até porque gosto de variar, há alguns dia experimentei uma receita de Barritas de Granola. Apesar de não ter prensado a mistura como deve ser, o resultado final conquistou-me. Espero que gostem tanto quanto eu.

Barras de Granola

Ingredientes
100g de oléo de coco
4 colheres de sopa de mel
75g de açúcar
250g de flocos de aveia
100g de sultanas
75g de papaia desidratada
50g de arandos desidratados
50g de sementes de girassol
50g de sementes de abóbora
50g de nozes

Pré-aquecemos o forno à temperatura de 190ºC. Aquecemos o óleo de coco, o mel e o açúcar numa caçarola pequena até derreterem. Entretanto, misturamos todos os outros ingredientes numa taça. Acrescentamos a mistura do mel aos ingredientes secos e envolvemos. Vertemos tudo num tabuleiro já preparado e comprimimos firmemente com a superfície bojuda de uma colher, para obtermos uma camada uniforme. Este é um passo muito importante. Levamos ao forno durante cerca de 25 minutos ou até ficar dourado. Deixamos arrefecer durante cerca de 15 minutos e depois, com uma faca bem afiada, cortamos cuidadosamente em barritas. Deixamos arrefecer por completo antes de as tirarmos do tabuleiro. Estas barritas mantém-se em boas condições durante vários dias desde que as guardemos num recipiente que feche hermeticamente.
 
Ler mais

Cheesecake de Ricotta e Chocolate

Partilha a tua sensação
A Primavera já se afigurava no horizonte temporal quando preparei pela primeira vez este cheesecake. Os rebentos das árvores começavam a despontar, enquanto os prados se enchiam de pequenas explosões de malmequeres selvagens. Os dias começavam a roubar espaço à noite com uma luz mais brilhante. Mas apesar dos sinais de renovação, a verdade é que as temperaturas pediam forno ligado, a lembrar que o Inverno ainda não tinha ido embora. Os limbos podem ser difíceis de aturar. E se é verdade que adoro o Inverno e toda a sua premissa para a reflexão, para o recolher cómodo dentro de casa, também é verdade que já ansiava pela Primavera desde a passagem de ano. Com o ritmo frenético do trabalho e das aulas, sinto que precisava de mais horas com luz. Bem, tenho de confessar, se calhar o que eu quero é que o calendário ande para a frente e se cole o mais depressa possível às férias anuais, que se só devem acontecer lá para o meio do ano.




Foi este cheesecake que me ajudou a receber com um sorriso os últimos dias de Inverno. Estava eu deitada na cama, num destes fins-de-semana preguiçosos a desfolhar livros de culinária (um dos meus hobbies favoritos) quando me apaixonei pela receita de Cheesecake de Chocolate do livro Confeitaria Hummimbird - Receitas de Sonho. Em primeiro lugar, adoro cheesecakes de todos os feitios e sabores. Em segundo, sou uma amante confessa de chocolate. Portanto, eu soube imediatamente que tinha de exprimentar esta receita. Claro que a adaptei, troquei o queijo creme por queijo ricotta, o que tornou a receita mais intensa e mais "em modo conforto". Embora esta seja uma receita mais longa do que habitualmente costumo aqui apresentar, acreditem vale tanto o esforço. E só vos digo, se por acaso tiverem Lemon Curd à mão, sirvam as fatias deste luxuoso (sim acho que posso dizer luxuoso) cheesecake cobertas com essa coalhada. Fica divinalmente pecaminoso. Espero que gostem.







Cheesecake de Ricotta e Chocolate

Ingredientes
Recheio
750g de queijo ricotta
190g de açúcar em pó
5 ovos
150g de chocolate negro (+de 70% de cacau)
100g de chocolate de leite
Raspas de laranja e de limão q.b.

Base200g de bolachas digestivas
2 colheres de cacau cru em pó
150g de manteiga sem sal, derretida

Para a base: trituramos as bolachas num robô de cozinha, juntamente com o cacau cru. Lentamente, juntamos a manteiga derretida na picadora, enquanto esta estiver em funcionamento. Pressionamos esta mistura para dentro da base de uma forma previamente preparada. Utilizamos o punho ou uma colher de sopa para espalmar e comprimir a base. Colocamos no frio enquanto preparamos a cobertura.

Para o recheio: Colocamos o queijo Ricota e o açúcar numa taça e batemos na velocidade mais baixa até obtermos uma mistura macia e cremosa. Juntamos um ovo de cada vez, sem parar de mexer. Raspamos os ingredientes dos lados da taça com uma espatula de borracha depois de adicionarmos o último ovo. A mistura deve ficar muito macia e cremosa. Colocamos na batedeira na velocidade máxima, no final, para que a mistura se torne um pouco mais leve e fofa. Todavia, temos de ter cuidado para não mexer em excesso, senão o queijo separar-se-á.

Num recipiente à prova de calor, pomos os diferentes chocolates e as raspas de laranja. Colocamos o recipiente por cima de uma panela de água a ferver. Não devemos deixar o fundo do recipiente tocar na água. Deixamos que o chocolate derreta e fique macio. Com a ajuda de uma colher, juntamos alguma da mistura do queijo ao chocolate derretido e mexemos para incorporar. Assim iremos homogeneizar as temperaturas das duas misturas. Finalmente, juntamos a mistura do queijo ao chocolate derretido e misturamos até ficar macio e bem ligado. Com a ajuda de uma colher, distribuímos a mistura sobre a base fria de cheesecake. Introduzimos a forma dentro de uma forma maior ou dentro de um tabuleiro e enchemos com água até atingir dois terços da forma. Deixamos cozer durante 40 minutos, e supervisionamos depois desse tempo. Não podemos deixá-lo cozer em demasia, o cheesecake deverá ficar trémulo no meio. Deixamos o cheesecake arrefecer ligeiramente na forma e depois colocamos no frio de um dia para o outro antes de servir.




Ler mais

Os melhores biscoitos de mel (de sempre)

Partilha a tua sensação
Pensar que já lá vão quase onze anos deste cantinho... Ainda faltam uns meses para celebrar mais um aniversário. Mas no último ano tanto mudou para o meu pequenino canto, tantas pessoas boas contribuíram para o blogue crescer, o calendário que ganhou forma, o feedback de pessoas de perto e de longe, aparecer em revistas nacionais, sair do anonimato e ser entrevistada na rádio. Ufa, tanta coisa, tanta mudança que me tem feito pensar. Se algum dia achei que seria este o percurso do Reservatório? Honestamente, não. Nunca houve planeamento, nunca criei grandes expectativas. As coisas foram acontecendo à medida que eu fui também crescendo, conforme o espírito do momento.

Uma coisa que me tenho apercebido é que me custa cada vez mais estar longe deste meu Reservatório. Sempre disse que nunca iria impor deadlines fixos e rígidos para escrever posts, nem iria encarar o blogue como um negócio, mas dou conta que cada vez mais gosto de partilhar textos, receitas, viagens, inspirações convosco ou comigo em “voz alta”. Nas últimas semanas, com várias receitas na calha (e das boas) e com o tempo a escapar tenho pensado muito nisto.


Por isso, apesar do volume de trabalho gigantesco e do facto do novo semestre de aulas me andar a queimar as pestanas, decidi que não podia terminar a semana a negligenciar o que mais gosto, “blogar”. E como se esta decisão não bastasse, decidi que tinha de partilhar convosco uma receita com significado. 






Aproveitei que fui recrutada pelos escuteiros da zona para preparar saquinhos de biscoitos, e retomei uma das receitas mais importantes do Reservatório de Sensações. Na realidade, foi com esta receita que o blogue se virou definitivamente para a comida e que comecei a deixar a capa do anonimato. De facto, na primeira feira de artesanato em que participei, a maior parte das pessoas conhecidas fez fila em frente à banquinha para adquirir um saquinho desta preciosidade. Atenção, não criem já expectativas, estou apenas a falar de uns simples Biscoitos de Mel, mas que para mim são só os melhores biscoitos de mel à face da terra. Quem disse que as coisas boas da vida tinham de ser complicadas de alcançar? Espero que gostem. E Espero que as minhas ausências no blogue (que vão continuar a acontecer, com pena minha) não vos afaste deste cantinho virtual. 


Biscoitos de Mel

Ingredientes
125g de manteiga
2 colheres de sopa de mel (bem cheias)
2 colheres de sopa de açúcar mascavado
1 ¼ de chávena de farinha (sem fermento)
1 colher de chá de fermento em pó


Pré-aquecemos o forno a 160ºC. Numa caçarola juntamos a manteiga, o mel e o açúcar mascavado. Levamos ao lume brando, até a manteiga derreter Tiramos do lume. Peneiramos a farinha e o fermento para dentro da caçarola e mexemos os ingredientes até ficarem ligados. Com uma colher de sopa, distribuímos a massa, dando lhe forma de biscoitos, num tabuleiro de forno, untado. Espalma-mos com um garfo. Levamos ao forno, pré-aquecido a 160ºC, durante 15 minutos ou até estarem dourados. 





Ler mais
Publicação anteriorMensagens antigas Página inicial