Bolo "Melhor Beijo"

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O Verão tem-se instalado há já alguns dias cá por casa. Trouxemos as refeições para o exterior (agora que o podemos fazer) para o pátio, para a sombra fresca e arejada dos entardeceres quentes. Sabe bem esquecer a televisão prostrada na sala e degustar os finais de dia no silêncio de uma conversa franca, sem distracções.

Embora ainda não esteja pronta para abandonar as comidas confortáveis de forno, a escolha de sabores tem recaído em apontamentos de frescura. Ou não estivéssemos no pico dos mais frescos vegetais ou das frutas mais sumarentas. Sabe bem aproveitar o Verão.

Os bolos pedem-se frescos, mas intensos. Como os beijos. Talvez o Verão puxe mais por gordices doces e beijos, muitos beijos, enquanto se vivem os dias longos e luminosos.




Fiz este bolo para os anos da minha mais pequena. Uma invenção de última hora, tendo por base uma outra receita já anteriormente testada. Não houve tempo para tirar fotos, apenas para o degustar em família, sempre a esticar as fatias tal era a vontade de o provar. Pensei em não partilhar a receita, mas quando chegou a vez de calmamente deglutir a minha fatia, percebi que com ou sem fotos, este bolo merecia vir parar ao blogue. Experimentem em casa e vão ver do que falo.

Bolo "Melhor Beijo"

Ingredientes para o bolo e recheio
2 iogurte grego Oikos Fondue de Laranja
2 iogurte grego Oikos Fondue de Frutos do Bosque
6 ovos
2 copos de iogurte de açúcar
3 copos de iogurte de farinha
1 copo de iogurte de óleo de girassol
2 colheres de chá de fermento em pó
Raspa de 1 laranja
Raspa de 1 limão

Ingredientes para a cobertura
250gr de açúcar de confeiteiro
200gr de queijo Cream Cheese
3 colheres de sopa de manteiga

Separamos as gemas das claras. Batemos as gemas com dois copos de açúcar. Assim que a mistura se torne fofa e esbranquiçada, adicionamos um iogurte Oikos Fondue de Laranja, o óleo e a raspa da laranja e do limão. Incorporamos bem. Batemos as claras em castelo bem firmes. Juntamos as claras em castelo ao preparado anterior, alternadamente com a farinha e o fermento em pó. Levamos ao forno, previamente aquecido a 160ºC, numa forma untada com margarina e polvilhada com farinha, durante (+/-) 40 minutos. Deixamos o bolo arrefecer durante cinco minutos na forma. Desenformamos e deixamos arrefecer por completo. Quando o bolo estiver frio, cortamos a meio e recheamos com os restantes iogurtes gregos Oikos Fondue de laranja e Frutos do Bosque. Levamos ao frigorífico. Para a cobertura. Batemos o açúcar com a manteiga, até obtermos uma mistura homogénea. Adicionamos o cream cheese. Batemos novamente até obtermos uma pasta suave. Levamos a cobertura ao frigorífico durante vinte minutos. Cobrimos o bolo a gosto e decoramos com frutas da época. Eu usei mirtilos, framboesas e cerejas brancas.


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Tempo de Verão

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Ontem usufruímos do dia mais longo do ano. Com ele trouxe oficialmente o Verão e toda uma promessa de coisas boas. 

É tempo de abastecer o corpo com vitamina D suficiente para iluminar os dias. É tempo de recarregar a alma com as gargalhadas dos dias passados à beira mar, com os sabores frescos dos piqueniques no campo. É tempo de mergulhar nas piscinas mais límpidas, de abusar das rotas desconhecidas, de rebolar na areia dourada.

O Verão está a começar, mas não irá durar para sempre. E por mais que as noites frias e escuras pareçam longínquas no horizonte, elas irão suceder ao tempo estival com a naturalidade que mãe natureza ordena. Convém por isso relembrar que cada dia deve ser aproveitado em pleno. 

Por isso neste Verão lembrem-se de:
Deitar na areia quente da praia.
Colocar a mesa de refeições na varanda.
Andar de bicicleta.
Voltar aos lugares mágicos
Encher a barriga de grandes fatias de melancia.
Mergulhar no interior do país.
Bronzear a pele.
Convidar os amigos para um piquenique.
Organizar um sunset party no vosso jardim.
Ler muitos romances ao entardecer.
Contar as estrelas.
Sentir a vida.

Estamos no início do Verão. Vão aproveita-lo?


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Como criar um jardim de ervas aromáticas

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Mudar para o campo depois de quatro anos a morar na cidade tem sido um verdadeiro desafio. Todavia, tem-me permitido realizar alguns sonhos e objectivos pessoais. Uma das coisas que me dava imensa tristeza na cidade era a incapacidade de cultivar fosse o que fosse dentro do meu Tcaixadefósforos, nem mesmo umas ervas aromáticas dentro de um vaso. O calor constante fazia com que as plantas perecessem. Todas as plantas, mesmo catos, que gostam de calor e baixa humidade. Agora instalada no campo, tenho aproveitado para deitar mãos à terra e finalmente "construir" o meu próprio jardim de ervas aromáticas. Apesar deste meu gosto pela terra, a verdade é que não percebo grande coisa de jardinagem. Por isso colmato a falta de conhecimentos com muita leitura. O que partilho convosco é uma compilação de coisas que vou aprendendo com os livros e revistas da especialidade. Espero que vos seja útil.


Como criar um jardim de ervas aromáticas
Qual a orientação do jardim?
Determine a orientação do jardim. No hemisfério norte os jardins virados a oeste e a sul tendem a ser os mais soalheiros. As ervas aromáticas (de uma forma geral) apreciam locais mais soalheiros e com boa drenagem.



A luminosidade
Procure entender se há edifícios ou árvores que possam originar sombras nos jardins. Procure também perceber quantas horas de sol a que o seu jardim fica exposto.

Resguardar
Verifique se o seu jardim está ou não bem resguardado. Tem vedações ou muros que o protejam?

Inclinado ou direito
Não se pode esquecer que a inclinação do terreno influência a temperatura dos jardins.




Planear
O segredo de qualquer jardim reside no prévio planeamento. Aproveite ao máximo o terreno de que dispõe, mesmo que seja pequeno, planeando cuidadosamente as culturas e inserindo mais variedade possível. O importante é cultivar aquilo que se gosta de comer. Não esquecer que as ervas podem ser perenes, bienais ou anuais.

Plantas saudáveis
Se uma planta não parece saudável, não deve ser adquirida. Mesmo sem grande informação é possível fazer distinção entre uma planta boa e outra já fragilizada. Tente evitar plantas com folhas castanhas ou amareladas, com pedaços mortos ou com manchas escuras.




Plantar
Cave um buraco com uma espátula, mais largo do que o vaso. Vire a planta envasada ao contrário, apoiando com uma mão por baixo e retire com cuidado o vaso de plástico. Revolva um pouco as raizes com os dedos para ajudar a planta a desenvolver-se. Não deve tocar no caule ou danificar a planta.Verifique se não há ervas daninhas a crescer em torno da base de planta. Posicione a planta no orifício. Tenha a certeza que este está ao mesmo nível da terra da planta. Se quiser pode recorrer a um pau para medir a altura correcta. Volte a encher o orifício com a terra que tirou, retirando todas as pedras ou torrões.

Colher
Deve fazer colheitas regulares  para manter as plantas com folhas novas, desencorajar o apodrecimento e estimular o crescimento de mais rebentos. As ervas encontram-se no máximo do seu sabor antes de florirem. Esta será a melhor altura para colher e secar. Quando cortar, evite danificar os caules.






Ervas perenes:
Alecrim - Semear/plantar desde o início até ao fim da Primavera
Tomilho - Semear/plantar desde o início até ao fim da Primavera
Segurelha - Semear/plantar no início da Primavera
Salvia - Semear/plantar desde o meio a fim da Primavera
Oregãos - Semear/plantar desde o início até ao fim da Primavera
Lúcia Lima - Semear/plantar no início da Primavera

Ervas perenes que desaparecem no inverno
Hortelã - Semear/plantar desde o início até ao fim da Primavera
Cebolinho - Semear/plantar desde o início até ao fim da Primavera

Ervas bienais
Salsa - Semear/plantar na Primavera e no Verão

Ervas anuais
Manjericão - Semear/plantar na Primavera e até meio do Verão
Coentro - Semear/plantar a meio da Primavera e no Outono

Leitura de apoio a este artigo:
Legumes para pequenas hortas, Jo Whittingham
Jardinagem com quase nada, Alex Mitchell
Revista Jardins
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Creme Queimado de Citrinos

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Faltam poucos dias para entrarmos oficialmente no Verão. Todavia, as temperaturas que se têm feito sentir não correspondem a uma Primavera amena, antes pelo contrário, têm antecipado a época veraneante. Eu gosto de bom tempo, adoro os dias de sol que convidam a piqueniques, os fins de tarde na piscina, os anoiteceres de intensos dourados, a areia quente da praia, as sombras dos pinheiros do meu campo, as saladas frescas. Tanta coisa boa que aparece com o bom tempo. Mas confesso que não sou adepta de temperaturas tão altas. Stresso-me. Verdade. Acordo de manhã com calor, vou para o trabalho com calor, chego a casa com calor. Não pensem que me estou a queixar, nada disso. A verdade é que não podemos gostar todos da braseira que foi acesa pela mãe natureza nos últimos dias. Só isso.




Para além do constante estado de espirito calorento, há algo que com estas temperaturas é quase impossível fazer. Algo que eu adoro. Acender o forno, pastelar e pastelar. Quem tem coragem de o fazer com 31 graus constantes na cozinha e sem ar condicionado? Não estou preparada para deixar de preparar refeições confortantes no forno (tipo lasanha, batata assada, cabrito, pizzas). E vocês até me podem dizer que o calor não puxa por este género de refeições mais quentes, mas o que é que querem, adoro comidas confeccionadas no forno. Já para não falar do meu imenso gosto por bolos e bolachinhas.



Portanto, como por estes lados estou a fazer birra (a fincar pé e a dizer: quero ligar o forno, quero, quero) partilho convosco uma receita que necessita de forno e que é simplesmente maravilhosa. Acreditem, podia comer esta receita durante todo o verão. Sim, eu sei que no Verão está calor e que o corpo pede sobremesas frescas. Mas esta tem de ser servida fria, bem fria. Vão por mim, mesmo que a vossa cozinha aponte temperaturas do deserto do Sahara, vão querer ligar o vosso forno. 






Creme Queimado de Citrinos

Ingredientes
1/2 litro de leite
1,5 dl de natas
Casca de 1 laranja e de 1 limão
8 gemas
200 gr. de açúcar branco
açúcar para queimar

Levamos o leite ao lume com a nata e as cascas de citrinos. Deixamos levantar fervura. Retiramos o leite do lume e deixamos repousar durante cerca de 15 minutos para ganhar sabor. Findo esse tempo, coamos o leite. Batemos as gemas com o açúcar até obtermos uma mistura fofa e cremosa. Juntamos o leite, mexendo sempre. Distribuímos o preparado por ramequins ou formas próprias para ir ao forno. Pré-aquecemos o forno a 150ºC. Levamos as taças ao forno, em banho-maria, durante 40 minutos ou até que o creme fique firme. Deixamos arrefecer e mantemos no frigorífico até ao momento de servir. Polvilhamos as taças com açúcar e queimamos com ferro em brasa (ou maçarico)









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Gelado de Framboesa e Sálvia

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Terceira Crónica na Revista Coração Luso

Falar ou não falar de comida? Foi este o dilema que acabou por atrasar a escrita da terceira crónica para a Coração Luso. Ultimamente, tem-me parecido ridículo escrever sobre texturas, sabores, ingredientes quando o mundo vai ficando cada vez mais louco. Será leviano partilhar a felicidade que se pode encontrar numa bola de gelado, quando os atentados se multiplicam, as ameaças procuram roubar as nossas liberdades e o futuro parece incerto? Devo então parar de escrever sobre culinária? Foram várias as perguntas que me assaltaram sempre que me sentei com o bloco de notas e a vontade de por as ideias no papel.






Embora muitas vezes o pensemos, a comida não é algo trivial. Faz parte das nossas necessidades básicas. E vai para além disso. É na comida que encontramos muitas vezes o conforto necessário para seguir em frente, é na comida que encontramos as nossas raízes ou descobrimos que o mundo é muito mais do que o nosso umbigo. A culinária permite-nos celebrar a vida e o ser humano. O que se partilha a uma mesa de refeição, numa toalha de piquenique, num tabuleiro improvisado, num refeitório de escola ou do local de trabalho é mais do que comida. Partilham-se memórias, notícias boas e notícias más. Talvez seja nos momentos de refeição que podemos reflectir sobre a questão dos refugiados sírios ou sobre as vítimas de Manchester. Talvez seja após uma refeição que ganhamos coragem para deitar mãos aos diferentes problemas.




Nos últimos tempos, enquanto o mundo vai ficando louco, e a minha impotência aumenta, deixei-me ser invadida por um vazio gastronómico. Mas depois de alguma reflexão só posso chegar a uma conclusão. Esta é a minha forma de contribuir com um pouco mais de amor no mundo, a forma de proporcionar mais encontros à mesa, uma forma de promover a escuta e a compreensão.



GELADO DE FRAMBOESA E SÁLVIA

Ingredientes
2 ovos grandes
150g de açúcar refinado
400ml de natas para bater
6 folhas de sálvia finamente picadas
300g de framboesas
1 colher de sopa de mel (Samelas)

Batemos os ovos numa taça até obtermos um creme fofo e leve. Acrescentamos gradualmente o açúcar refinado e batemos durante mais dois minutos. Juntamos as natas e batemos bem, até estas ganharem alguma consistência. Adicionamos as folhas de sálvia. Numa outra taça, juntamos as framboesas e a colher de mel. Esmagamos levemente com um garfo. Incorporamos metade das framboesas  na mistura das natas e ovos. A outra metade reservamos.

Deitamos o preparado numa taça própria para ir ao congelador. De 30 em 30 minutos, durante duas horas, batemos o gelado para prevenir a formação de cristais de gelo. Passado essas duas horas vertemos para outra taça e batemos com uma vara de arames para incorporar ainda melhor os cristais de gelo. (Caso possuam uma sorveteira, basta seguir as indicações do fabricante.) Depois de bem mexido, misturamos suavemente o resto das framboesas para obtermos um efeito marmoreado. Congelamos até ficar sólido. Devemos retirar do congelador 10 minutos antes de servir.




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Caracóis de Parmesão e Oregãos + Bandeirolas DIY

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Cresci a acreditar que todos os dias, datas festivas, efemérides e afins devem ser celebrados, vividos com intensidade, com alegria, com a missão de fazer os outros felizes. Um ensinamento transmitido pela minha mãe, que tem feito questão de fazer da vida uma festa. E na minha infância, o Dia 01 de Junho, Dia da Criança não era excepção. Havia sempre um saco de guloseimas (numa altura em que o mercado de gordices estava confinado a uma ou duas marcas e por isso comer guloseimas só de vez em quando), ou uma prenda especial (como um fato de treino da Benetton amarelo e verde tão tão lindamente foleiro, com o qual eu me sentia uma princesa), ou um concurso da marca Chico na SIC que a mãe fez questão de ganhar, ou aqueles lanches especiais para meio mundo que me aguardavam quando chegava a casa. Mais do que prendas, lembro-me que a minha mãe me proporcionava dias únicos no Dia da Criança. Momentos felizes, momentos que ainda hoje valem ouro.




Sei que a vida de hoje é bastante diferente de há cerca de trinta ou vinte anos atrás. Corremos de um lado para o outro. Os horários são apertados e é difícil encaixar surpresas ou momentos extra rotina num dia-a-dia cheio. Mas vale a pena pensar que nem sempre é necessário preparar uma surpresa do tamanho do mundo, ou seguir os cânones ditados pelos blogues de moda/eventos/festas. A minha mãe também me ensinou (e continua a ensinar) que as coisas mais simples e inesperadas são as surpresas mais sumarentas. Portanto, hoje a proposta é muito simples, na realidade é mais uma receita express. Podem preparar esta sugestão na véspera, e preparar uma sacola/cesta de piquenique com uns sumos caseiros e umas frutas frescas. Terão preparado um manjar bem divertido, ligeiro, apetecível e acima de tudo diferente. Peguem na sacola e quando forem buscar as vossas crianças à escola cacem-lhes um sorriso cheio. Se tiverem tempo podem ainda fazer a sugestão DIY em conjunto, enquanto partilham o vosso dia, num piquenique improvisado.





Caracóis de Parmesão e Oregãos

Ingredientes
1 placa de massa folhada
2 colheres de sopa de manteiga
1 colher de sopa de oregãos
150g de parmesão ralado

Desenrolamos a massa folhada em cima de uma mesa e reservamos. Numa taça própria a ir ao micro-ondas, juntamos a manteiga e os orégãos. Levamos ao micro-ondas durante 1 minuto ou até a manteiga derreter. Retiramos e deixamos arrefecer ligeiramente, ao mesmo tempo que a manteiga adquire o sabor dos orégãos. Pincelamos a massa folhada com esta mistura, e em seguida polvilhamos com o queijo parmesão. Enrolamos a massa de modo a obtermos um rolo. Cortamos fatias com cerca de meio centímetro de grossura. Colocamos num tabuleiro forrado com papel vegetal. Levamos ao forno, pré-aquecido a 200ºC, durante cerca de 15 minutos ou até a massa ficar dourada e estaladiça. 

Bandeirolas DIY

Ingredientes
Palitos
Washi Tape


Cortamos pedaços de washi tape com 3 a 4 cm de comprimento. Pegamos num palito e dobramos a fita de wahsi tape a meio sob uma ponta do palito, de modo a que esta cole no palito. E voilá já têm as vossas bandeirolas prontas. Simples certo? Existem washi tapes de todos os feitios, cores e temas. Portanto, sejam criativos.




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